segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Viajei no Tempo xD



Gente, desculpa essa sumida que eu dei.
Eu realmente não imaginava que alguém fosse vir aqui por isso não continuei...

Agora eu estou realmente sem paciência, até porque cada capítulo é meio grande.
Mas o pessoal da comunidade (A Lu) upou o livro todinho para download pelo rapidshare.
Vocês podem pegar por esses links:

Tópico do Orkut com o link do livro:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=24173113&tid=5381238926883738957&start=1

Link direto do 4shared:

http://www.4shared.com/dir/12129772/b3d72f07/sharing.html

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Agradeço muito mesmo a Adriano e a Nina que me apoiaram nesse blog daqui :)
Vou ver se mesmo sem continuar a escrever o livro todo, venho aqui postando novidades e algumas observações e tal.

Por falar nisso. O filme já estreou aqui no Brasil, está com o nome de "Te Amarei Para Sempre"
quem tiver a oportunidade, dê uma passadinha nos cinemas para assistir :D

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Prólogo



Pois é, esqueci que antes dos capítulos vem o prólogo :B

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Clare: É duro sobrar. Espero Henry, sem saber dele, me perguntando se está bem. É duro ser quem fica.
Mantenho-me ocupada. Assim, o tempo passa mais depressa.
Durmo sozinha e acordo sozinha. Caminho. Trabalho até cansar.
Olho o vento brincar com o lixo que passou o inverno inteiro debaixo da neve. Enquanto a gente não pensa nas coisas, elas parecem simples. Por que a ausência intensifica o amor?
Há muito tempo, os homens iam para o mar e as mulheres ficavam na praia a esperá-los, procurando o barquinho no horizonte. Agora espero Henry. Ele some sem querer, sem avisar. Espero-o. Tenho a sensação de que cada minuto de espera é um ano, uma eternidade. Cada minuto é lento e transparente como vidro. Através de cada minuto, vejo uma fila de infinitos minutos, à espera. Por que ele foi aonde não posso ir atrás?

Henry: Como é a sensação? Como é?
Às vezes é como se a atenção se desviasse um instantinho. Então, sobressaltado, você percebe que o livro que estava na sua mão, a camisa de algodão xadrez vermelha com botões brancos, o jeans preto preferido e as meias marrons com um furo num dos calcanhares, a sala, a chaleira prestes a apitar na cozinha: tudo isso sumiu. Você está em pé, pelado, dentro de uma vala, com água gelada até os tornozelos, numa estrada rural não identificada. Você espera um minuto para ver se talvez vai voltar direto para seu livro, seu apartamento et cetera. Depois de passar uns cinco minutos xingando e tiritando e torcendo para conseguir se limitar a desaparecer, você começa a caminhar para um lado qualquer, que acabará dando numa casa de fazenda, onde você tem a opção de roubar ou se explicar. Se roubar, você pode ir parar na cadeia, mas se explicar é mais tedioso e mais demorado e, de qualquer forma, envolve mentir, e também às vezes resulta em ser levado para a cadeia, então, que diferença faz.
Às vezes você tem a sensação de ter se levantado depressa demais, ainda que esteja deitado na cama meio dormindo. Você ouve o sangue correndo na cabeça, tem sensações de quedas vertiginosas. Suas mãos e seus pés formigam e logo já não estão mais ali. De novo, você não sabe onde se encontra. Basta um instante, você tem justo o tempo de tentar aguentar, bracejar e espernear (possivelmente se machucando ou danificando valiosos pertences) e aí leva um escorregão no corredor acarpetado de verde floresta de um Motel 6 em Athens, Ohio, às 4h16, de segunda-feira, 6 de agosto de 1981, e bate com a cabeça na porta da casa de alguém, fazendo com que esse alguém, uma Sra. Tina Schulman de Filadélfia, abra a porta e comece a gritar porque tem um homem nu, todo esfolado a seus pés. Você acorda no hospital do Condado comuma concussão, um policial sentando em frente à porta do seu quarto ouvindo o jogo dos Phillies num rádio transitor que chia sem parar. Felizmente você torna a perder a consciência e acorda horas depois em sua própria cama com sua mulher debruçada sobre você e com uma cara muito preocupada.
Às vezes você se sente eufórico. Tude é sublime e tem uma aura, e de repente, você está enjoadíssimo e aí se foi. Está vomitando em cima de uns gerânios de subúrbio, ou no tênis de seu pai, ou no chão de seu próprio banheiro três dias atrás, ou num passeio de madeira em Oak Park, Illinois, por volta de 1903, ou numa quadra de tênis num belo dia de outono nos anos 1950, ou em seus próprios pés descalços numa grande variedade de tempos e lugares.
Como é essa sensação?
É exatamente como um daqueles sonhos em que de repente a pessoa se dá conta de que tem de fazer uma prova para a qual não estudou e está pelada. E deixou a carteira em casa.
Quando estou em outro tempo, estou invertido, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro crianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.
Há uma lógica, uma regra para todo esse vaivém, todo esse deslocamento? Há alguma forma para ficar a postos, abraçar o presente com todas as células? Não sei. Há pistas; como em qualquer doença, há padrões, possibilidades. Exaustão, barulhos fortes, estresse, movimento brusco de ficar em pé, piscar de luzes - qualquer uma dessas coisas pode desencadear um episódio. Mas posso estar lendo o Times de domingo, com o café na mão e Clare cochilando ao meu lado em nossa cama e, de repente, estar em 1976 vendo meu eu de 13 anos cortar o gramado dos meus avós. Alguns desses episódios duram apenas momentos; é como ouvir no carro uma emissora que não se consegue sintonizar direito. Quando vejo, estou no meio de uma multidão, uma plateia, uma turba. Outras vezes, estou só, num campo, numa casa, num carro, numa praia, numa escola primária no meio da noite. Tenho medo de uma auto-estrada. Surjo do nada, pelado. Como posso explicar? Nunca consegui levar nada comigo. Nem roupa, nem dinheiro, nem identidade. Passo minha estada quase toda adiquirindo roupas e tentando me esconder. Felizmente não uso óculos.
É irônico. Todos os meus prazeres são caseiros: esplendor vicário, as emoções calmas da domesticidade. Tudo o que peço são alegrias modestas. Um romance de mistério na cama, o cheiro dos longos cabelos ruivos de Clare molhados depois do banho, um cartão-postal de um amigo em férias, creme se diluindo no café, a maciez da pele embaixo dos seios de Clare, a simetria das sacolas de compras enfileiradas na bancada da cozinha esperando o seu conteúdo ser guardado. Gosto de passear pelas seções na biblioteca depois que os clientes foram para casa, tocande de leve as lombadas dos livros. São estas coisas que podem me deixar morto de saudade quando o capricho do Tempo me desloca delas.
E Clare, sempre Clare. Clare de manhã, sonolenta e de cara amassada. Clare com os braços mergulhados na tina de fazer papel, puxando o molde e sacudindo-o assim e assim, para misturar as fibras. Clare lendo, com o cabelo solto sobre o encosto da cadeira, passando bálsamo nas mãos vermelhas e rachadas antes de dormir. A voz baixa de Clare está em meu ouvido com frequencia.
Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sinopse

Ae ae :D

só estreando por aqui, testando como é e tal...
Hoje vou postar só a Sinopse. Começo com os capítulos mesmo amanhã :)
Espero que eu esteja sendo útil para alguém que ainda não leu
queria pedir que vocês deixassem comentários para eu ver se dá futuro mesmo continuar com esse blog, valeu ;)

PS: lembrando que tudo que eu coloco aqui é copiado do livro que foi lançado pela editora Objetiva, de nome "A Mulher do Viajante no Tempo".

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"Henry DeTamble é um viajante no tempo. Portador de uma mutação genética, ele periodicamente desaparece, deixando para trás suas roupas e pertences, e surge, nu e desorientado, em outra época e lugar. Henry é incapaz de controlar esses deslocamentos, que muitas vezes provocam situações inusitadas, como quando ele volta no tempo e 'visita' uma versão mais jovem de si mesmo, ou perigosas, como quando é obrigado a recorrer a pequenos crimes para poder se vestir e alimentar.
Quando Clare Abshire encontra Henry pela primeira vez, ela é uma menina de seis anos de idade, enquanto ele já é um homem de 36. Durante os anos de sua juventude, ela se apaixona aos poucos por aquele sujeito que costuma se refugiar no quintal de sua casa quando se vê sem roupas, recém-chegado de uma viagem no tempo. O amor entre os dois ganha corpo quando Clare tem vinte anos e é estudante de arte, e Henry, de 28, é um moderno bibliotecário. Eles se casam poucos anos depois.
A história do profundo amor entre Henry e Clare é pontuada pelas viagens no tempo de Henry, tornando seu casamento incomum, e muitas vezes difícil. A superação dessas dificuldades, a ausência e a saudade são tratadas com delicadeza e originalidade por Audrey Niffenegger, fazendo de A Mulher do Viajante no Tempo uma releitura inovadora e inteligente do romance de amor."